Saúde
Pesquisa revela características de estudantes da Uesc relacionadas à saúde
Pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) divulgam os primeiros resultados de uma pesquisa coordenada pelo professor Dr. Thiago Ferreira de Sousa, do Departamento de Ciências da Saúde (DCS), que investiga diferentes características relacionadas à saúde, como a prática de atividade física, comportamento sedentário, duração de sono e indicadores de saúde mental entre estudantes universitários dos cursos presenciais de graduação da instituição. O estudo acompanhará os alunos ingressantes no ano de 2025 até 2028. Neste primeiro inquérito, a pesquisa foi financiada pela Universidade Estadual de Santa Cruz, por meio do Edital Nº 100/2024.
A primeira etapa da pesquisa contou com a participação de 1.143 universitários, representando uma taxa de resposta superior a 85% entre os estudantes elegíveis. Os dados foram coletados entre abril e junho de 2025, por meio de questionários aplicados em sala de aula. Houve a participação de universitários de todos os cursos da Uesc.
Os resultados indicam a coexistência de fatores positivos e desafios relacionados à saúde. Por um lado, a maioria dos estudantes relatou níveis adequados de atividade física global. Por outro, apenas cerca de metade afirmou praticar atividade física suficiente no tempo de lazer, enquanto aproximadamente um terço apresentou tempo sentado elevado e metade relatou padrões inadequados de sono.

No que se refere aos aspectos alimentares e de composição corporal, observou-se que 18,2% estavam em situação de sobrepeso e 9,4% em obesidade, além de 11,4% classificados com baixo peso. Quanto aos hábitos alimentares, foi identificado baixo consumo regular de frutas (72,1%) e hortaliças (54,0%) em parte expressiva dos estudantes. Destaca-se ainda que 88,6% relataram consumir frituras ao menos uma vez por semana e 17,1% informaram consumo frequente de refrigerantes ou sucos artificiais.
Em relação à saúde mental, 34,8% dos universitários relataram níveis elevados de estresse, enquanto 15,3% avaliaram sua saúde de forma negativa. Além disso, parte dos estudantes relatou insatisfação com a vida (35,9%) e menores níveis de felicidade (10,1%).















Envie seu comentário