Esportes
João 23 do Alto do Basílio decide final valendo mais de R$ 30 mil em Itabuna, enquanto campeonato interbairros de Ilhéus vira alvo de críticas por politicagem e falta de valorização do esporte
Enquanto a população de Ilhéus segue carente de políticas públicas esportivas sérias e estruturadas, a realidade em cidades vizinhas mostra um contraste que chama atenção e levanta questionamentos. A Secretaria de Esportes de Ilhéus, que deveria ser instrumento de incentivo, inclusão e desenvolvimento social, tem sido alvo de críticas por promover competições com viés político, priorizando apadrinhamentos e interesses particulares, sem gerar impacto real para atletas, clubes e comunidades.
Do outro lado, a cidade de Itabuna se prepara para um grande espetáculo esportivo neste final de semana, com uma final de futebol que promete movimentar atletas, torcedores e toda a região. A decisão contará, inclusive, com a participação de uma equipe de Ilhéus, mostrando que talento existe — o que falta, muitas vezes, é incentivo e organização local.
O confronto entre João 23, do Alto do Basílio, e Skay Tacnet carrega não apenas rivalidade esportiva, mas também uma enorme expectativa. O prêmio superior a R$ 30 mil para o campeão demonstra valorização, investimento e respeito ao esporte amador, algo que poderia — e deveria — servir de exemplo.
Fica o questionamento: por que Ilhéus, com toda sua história e potencial, não consegue promover competições desse nível? Até quando o esporte será usado como ferramenta política, em vez de ser tratado como política pública séria, capaz de transformar vidas, revelar talentos e fortalecer a comunidade?
Enquanto Itabuna mostra organização e compromisso, Ilhéus ainda precisa decidir se quer fazer do esporte um verdadeiro instrumento de desenvolvimento ou continuar preso a práticas que pouco agregam à população.





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