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Inadimplência de aluguel na Bahia registra leve alta, aponta Índice Superlógica
- Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
- Índice de inadimplência de aluguel na Bahia ficou em 6,51% ante 6,46% no mês anterior, variação de 0,05 ponto percentual
- A região Nordeste lidera o ranking nacional de inadimplência, com taxa de 4,98%, acima da média do país, de 3,18%
- Imóveis residenciais de até R$ 1.000 continuam liderando a inadimplência no país
- Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil locatários
Junho de 2026 – A inadimplência de aluguel na Bahia registrou uma leve alta em abril, com taxa de 6,51% ante os 6,46% do mês anterior – uma variação de 0,05 ponto percentual. Porém, no comparativo com o mesmo período de 2025 (5,63%), o aumento foi significativo: 0,88 ponto percentual. A taxa no estado ficou ainda acima da média nacional, que foi de 3,18%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Apesar da estabilidade demonstrada, o estado da Bahia mantém um dos maiores índices de inadimplência do país, acima inclusive da média da região Nordeste, que liderou o ranking nacional de inadimplência em abril com taxa de 4,98%, reforçando um cenário de maior pressão no mercado local. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a sequência dos últimos meses mostra uma relativa estabilidade, embora ainda em um patamar elevado, que acende um alerta de atenção no estado. O cenário exige cautela: inflação e juros seguem no radar em 2026, com impacto direto sobre o orçamento das famílias e, por consequência, na capacidade de pagamento dos inquilinos.”
A região Norte ficou em segundo lugar no ranking, com 4,37%, aumento de 0,08 ponto percentual, ante os 4,29% de março. Na sequência vêm as regiões Centro-Oeste (2,97%) e Sudeste (2,94%), respectivamente, ambas com recuo de 0,20 ponto percentual em relação ao mês anterior (a primeira havia registrado 3,17% e a segunda 3,14% em março). O Sul se mantém com a menor taxa do país, com 2,65%, uma baixa de 0,12 ponto percentual, após os 2,77% registrados em março.
Na região Nordeste, os imóveis comerciais continuam liderando a inadimplência de aluguel, com 7,54% em abril, queda de 0,11 ponto percentual em relação a março (7,65%). Em seguida, aparecem as casas, com 5,78% – alta de 0,88 ponto percentual frente aos 4,90% do mês anterior – e a inadimplência de apartamentos cresceu de 3,14%, em março, para 3,32%, em abril.
Entre a base nacional analisada por faixa de valor, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam concentrando as maiores taxas, apesar do recuo em abril. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 5,56% contra 5,98% no mês anterior. Nos imóveis comerciais, fechou o período em 7,00%, ante 7,41% em março. Na outra ponta, as locações residenciais entre R$ 3.000 e R$ 5.000 registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais.
Os imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13.000 também seguiram em queda. Depois de registrarem 6,01% em fevereiro, recuaram para 5,83% em março, e fecharam abril em 4,52%. Apesar da melhora, a faixa ainda aparece entre os maiores índices da categoria, mantendo o segmento no radar das imobiliárias pelo impacto financeiro de contratos de maior valor.
“Os dados mostram que a inadimplência não está concentrada em um único perfil de locação. A faixa de até R$ 1.000 segue pressionada, o que reflete a maior sensibilidade das famílias de menor renda ao custo de vida. Mas contratos de valor mais alto também exigem atenção, porque cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária. Por isso, mais do que olhar apenas para a taxa média, é importante entender como a inadimplência se comporta dentro de cada carteira”, analisa Gonçalves.
Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram queda em abril. A inadimplência de apartamentos chegou a 2,11%, ante 2,30% em março; a de casas recuou de 3,60% para 3,31%; e os imóveis comerciais, que vinham acumulando pressão nos meses anteriores, cederam de 4,54% para 4,21%.
Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:
obre o Índice Superlógica
O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.
Sobre o Grupo Superlógica
Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital. A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços. O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus.











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