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Terras avaliadas em R$ 279 mi, de empresa de engenharia falida na Bahia, vão a leilão com lance inicial de R$ 1 mil

Imóveis em Belmonte, no sul da Bahia, somam 26 hectares; venda judicial busca levantar recursos para pagar dívida estimada em cerca de R$ 100 milhões

Dois imóveis pertencentes à massa falida da WBS Gerenciamento e Empreendimentos, empresa baiana que atuava com serviços de engenharia para grandes companhias brasileiras, foram levados a leilão pela Justiça. As áreas, localizadas no município de Belmonte, no sul da Bahia, somam 26 hectares e foram avaliadas, em conjunto, em R$ 279,25 milhões. Após duas etapas sem lances, o certame conduzido pela plataforma Positivo Leilões entrou na terceira fase, com lance inicial a partir de R$ 1 mil, e será encerrado no próximo dia 22.
O maior dos dois ativos é uma área de 20 hectares, avaliada em R$ 214,8 milhões. O outro lote tem 6 hectares e foi estimado em R$ 64,4 milhões. Ambos ficam em região próxima à Praia de Belmonte e ao terminal marítimo do município, com acesso pelas rodovias BA-001 e BA-275. Segundo o laudo de avaliação, a região passa por processo de expansão urbana, conta com infraestrutura de orla nas proximidades e apresenta potencial para usos residencial, comercial, industrial ou turístico.

Os pregões são totalmente digitais e ocorrem pelo portal da leiloeira. Na plataforma, os interessados têm acesso a todas as informações, editais, documentos, fotos e orientações sobre o processo de habilitação e envio de lances.
A alienação ocorre no âmbito da falência da WBS, fundada em 1998 e com atuação em serviços de engenharia, gerenciamento de projetos, construção civil, montagens eletromecânicas, consultoria e administração de empreendimentos. A empresa chegou a atender grandes clientes e a atuar em diferentes Estados brasileiros, mas enfrentou dificuldades financeiras provocadas por aumento de custos, pressão tributária, necessidade de capital de giro e problemas de liquidez.
A companhia entrou em recuperação judicial em outubro de 2012, com plano homologado em 2013. A reestruturação, porém, não surtiu o efeito esperado. Em 2017, diante do descumprimento das obrigações assumidas, a Justiça decretou a falência da empresa. Na decisão, o juiz apontou que nenhum credor havia recebido seus créditos, que a tentativa de aprovar um segundo aditivo ao plano não prosperou e que a WBS já não demonstrava condições financeiras de se manter em atividade.

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