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Jorge Amado: a palavra que nasceu na Bahia e ganhou o mundo
Neste 10 de agosto, quando celebramos os 114 anos do nascimento de Jorge Amado, a Universidade Estadual de Santa Cruz reverencia a memória e a obra de um dos maiores escritores brasileiros e um dos mais importantes intérpretes da Bahia.
Jorge Amado construiu, por meio de sua literatura, uma extraordinária narrativa sobre a nossa gente, nossa cultura, nossas paisagens e nossas contradições. Seus personagens e histórias ultrapassaram fronteiras e fizeram do Sul da Bahia, especialmente de Ilhéus, um território reconhecido e admirado em diferentes partes do mundo.
Ilhéus ocupa lugar singular na obra de Jorge Amado. A cidade, suas ruas, fazendas de cacau, praias, personagens e modos de vida estão presentes em romances que ajudaram a construir, no imaginário brasileiro e internacional, uma identidade profundamente vinculada à região cacaueira. Ao transformar Ilhéus em cenário e personagem de sua literatura, Jorge Amado contribuiu decisivamente para projetar a cidade para além de suas fronteiras, tornando-a parte indissociável da memória cultural da Bahia e do Brasil.
Essa relação entre o escritor e a cidade também encontra expressão na própria história da Universidade Estadual de Santa Cruz. Em seus primeiros anos, um dos primeiros pavilhões da instituição recebeu o nome de Pavilhão Jorge Amado, como reconhecimento à importância do escritor e à sua profunda ligação com Ilhéus e com o Sul da Bahia. A homenagem permanece como um marco simbólico da relação da Universidade com a cultura, a história e a identidade regional.
Ao lembrar Jorge Amado, celebramos também a força da cultura, da literatura e do conhecimento como instrumentos de transformação social. Sua obra permanece atual porque dialoga com a diversidade, com as desigualdades, com a identidade e, sobretudo, com a humanidade de seus personagens.
Para a Uesc, instituição profundamente vinculada à história e ao desenvolvimento do Sul da Bahia, homenagear Jorge Amado é reafirmar o compromisso com a valorização da memória, da cultura e da produção do conhecimento em nossa região. É reconhecer, igualmente, que a Universidade tem o dever de preservar e projetar para as novas gerações as referências que ajudam a compreender quem somos e o lugar que ocupamos no mundo.
Que a palavra de Jorge Amado, nascida na Bahia e projetada para o mundo, continue inspirando novas gerações a conhecer, compreender e valorizar Ilhéus, o Sul da Bahia e a Bahia em toda a sua riqueza, diversidade e humanidade.
Alessandro Fernandes de Santana
Reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz – Uesc
Ilhéus-BA, Campus Professor Soane Nazaré de Andrade, 10 de agosto de 2026








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