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Artigo da Semana

“Ilhéus cresceu, e isso tem nome : Mário Alexandre”

Editorial : Jorge Almeida

 

Querer apagar o legado de alguém por mero oportunismo político é, no mínimo, um ato de injustiça.

Há quem insista em negar o que foi feito, como se a memória recente da cidade pudesse ser facilmente apagada.

Mas basta lembrar como era Ilhéus há oito anos para entender a diferença.

Naquele tempo, o município não possuía instituições de saúde suficientes, carecia de delegacias, não tinha ponte, não havia concluído a primeira etapa do valetão e muito menos contava com a duplicação da BA-001, que liga Ilhéus a Olivença.

Antes de Mário Alexandre, Ilhéus tinha apenas as centrais de abastecimento da Urbis e do Malhado, além da rodoviária, obras realizadas pelo Governo do Estado.

E é legítimo perguntar: por que os demais prefeitos, com suas bases políticas, não conseguiram fazer mais pela cidade?

A resposta é simples — prometeram muito e entregaram pouco.

Durante anos, os ilheenses foram enganados por discursos e promessas que nunca saíram do papel.

Enquanto isso, empresas importantes foram embora — a Petrobras, a Brasilgás e o antigo Moinho.

Mesmo assim, há quem diga que o ex-prefeito Mário Alexandre “não fez nada” por Ilhéus.

Essa afirmação é mais do que injusta; é uma demonstração de ingratidão e desconhecimento da realidade.

Em apenas oito anos de gestão, Mário Alexandre conseguiu trazer a empresa Maratá de Sucos para ocupar o espaço onde antes funcionava o Moinho — uma iniciativa que simboliza reconstrução, geração de empregos e fortalecimento da economia local.

E não parou por aí.

Sob sua administração, Ilhéus se desenvolveu economicamente, atraindo novos empreendimentos, redes de atacadistas e varejistas que transformaram o comércio da cidade.

Antes, o cenário era dominado por pequenas bodegas e mercadinhos.

Hoje, há diversos atacadões e grandes estabelecimentos que movimentam o mercado e ampliam as oportunidades de trabalho.

É claro que Ilhéus precisa seguir avançando.

O momento agora é de apoio ao desenvolvimento coletivo, e o prefeito Valderico Júnior tem a missão de dar continuidade a esse processo, trazendo novas obras e investimentos que mantenham a cidade em ritmo de crescimento.

Mas negar o que foi feito entre 2017 e 2024 é apagar uma parte importante da história recente do município.

Em mais de trinta anos de vida pública, acompanhando diferentes governos — de Waldir Pires, Antônio Carlos Magalhães, Paulo Souto até os vinte anos de gestões petistas —, não se viu em Ilhéus uma sequência de entregas e realizações tão marcante quanto a alcançada com a força política de Mário Alexandre.

Antes de criticar, é preciso refletir:

tire tudo o que foi feito no período de Marão e veja como Ilhéus ficaria.

 

Jorge Almeida ( Boca de Lata )

Editor do Boca News

 

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