Ilhéus
Bebeto Galvão crítica construção de Nova Sede do MP em Ilhéus e cobra revisão do plano diretor

O suplente de senador e ex-deputado federal Bebeto Galvão (PSB) manifestou forte descontentamento à decisão do Ministério Público da Bahia (MPBA) de construir a nova sede da Promotoria Regional de Justiça na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus, área considerada estratégica para o turismo e lazer da população. Ele classificou a medida como “absurda” e desalinhada com os interesses urbanísticos da cidade, requerendo a imediata suspensão do processo de implantação do projeto, já que avançou sem o devido debate com a sociedade civil.
Bebeto frisou que a Avenida Soares Lopes é um espaço tradicionalmente voltado para atividades culturais, esportivas e de convivência, e a instalação do MP nesta área contraria a função social do território, abrindo precedente para outras ocupações indevidas. “Se o Ministério Público pode construir ali, por que a população não poderia fazer o mesmo? É um risco de desordenamento urbano e um desrespeito à história da cidade”, questionou.
O ex-deputado ressaltou que o MP, como “guardião da lei”, deveria buscar locais menos privilegiados para suas sedes, aproximando-se da população que representa. Bebeto apontou a ausência de um Plano Diretor atualizado como agravante do problema.
O documento, que deveria ter sido revisado em 2016, está defasado há quase uma década, deixando Ilhéus vulnerável a decisões discricionárias do poder público. “A cidade padece sem um planejamento claro”, criticou.
O suplente cobrou da Prefeitura e das instituições locais a retomada urgente dos debates sobre o novo Plano Diretor, a fim de evitar que situações semelhantes se repitam. “Precisamos definir o destino da Soares Lopes e de outras áreas da cidade, com intensa participação popular”. Segundo ele, a promotoria deveria se dedicar a questões mais urgentes, em vez de investir em um projeto que desconsidera a vocação local.
Em nota, o MP informou que não há qualquer ilegalidade ou irregularidade na construção do novo prédio, assegurando que a demarcação foi devidamente autorizada pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU). No entanto, Bebeto Galvão rebateu o argumento: “Isso não dá à União o direito de decidir sozinha sobre o destino de um espaço que é parte vital do planejamento urbano de Ilhéus. Pode até ser legal, mas é imoral”.

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