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Ilhéus

Força Sindical BA considera preocupante a reabertura do comércio em Ilhéus

A Força Sindical BA considera preocupante a decisão de manter abertos os estabelecimentos comerciais na cidade de Ilhéus, conforme deliberação da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus anunciada na segunda-feira (15), o que contraria inclusive o pedido do Ministério Público e desconsidera os altos índices de contaminação pela Covid-19 na região.

Na decisão judicial foi considerada a informação da estrutura montada pelo município de Ilhéus que conta com 55 leitos de UTI-Covid, mas conforme informações divulgadas pelo Boletim da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Ilhéus, noticiada pelos veículos de comunicação, a cidade possui ocupados todos os 55
leitos de UTI voltados para os pacientes com a Covid-19.

Dessa forma, com a flexibilização e a abertura do comércio, a cidade de Ilhéus pode ter um aumento considerável de novos casos de Covid-19, como observado em outros municípios que adotaram a mesma medida e retornaram com as atividades antes que ocorresse uma redução da curva de contaminação, a exemplo da cidade de Feira de Santana que teve o crescimento de 105% no número de infectados, após reabertura do comércio.

A Força Sindical BA e as demais Centrais Sindicais, em nota entregue ao Governo do Estado da Bahia, consideram que os trabalhadores estão mais expostos aos riscos econômicos, sociais e ao contágio. Assim, é preciso adotar medidas que protejam os trabalhadores formais e informais, ampliar a testagem da população, para que a partir
dessas medidas se estabeleça os mecanismos de retomada da atividade econômica e verifique o momento mais adequado para a flexibilização com o máximo de segurança.

Para a Força Sindical BA a retomada das atividades comerciais em larga escala sem aguardar a desaceleração dos casos de Covid-19 pode prejudicar todo o trabalho realizado e o esforço da população para seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde – OMS no combate ao coronavírus e ter como consequência dessas medidas, o colapso do sistema de saúde em Ilhéus com a diminuição do número de leitos na UTI e o aumento do número de mortes.

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