Bahia
Curso de Medicina da UFSB recebe nota 4 na avaliação do INEP/MEC
A Universidade Federal do Sul da Bahia recebeu a notícia da nota 4 na recente avaliação do curso de Medicina pelos examinadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira, do Ministério da Educação. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira (30). A escala de avaliação de cursos de graduação do INEP/MEC vai de 1 a 5. A nota obtida no curso de Medicina é muito positiva e indica boa qualidade, com destaque para os quesitos da Organização Didático-Pedagógica, Infraestrutura e Corpo Docente.
O reitor da UFSB, professor Fabrício Berton Zanchi, ressalta o valor da cooperação para essa boa avaliação. “A nota 4 é o resultado de muita dedicação da equipe do Centro de Formação em Ciências da Saúde e do curso de Medicina. Com o apoio institucional, inauguramos um novo ciclo de ações. Esse trabalho conjunto retorna em qualidade para a preparação de médicas e médicos para a nossa região e para o país. Importante destacar que nosso curso tem forte conexão com o Sistema Único de Saúde, proporcionando às turmas um valioso ganho de experiência técnica e humana. Além disso, é uma forma da universidade se conectar com o território, contribuindo para atender nossa população. Reforço que essa conquista só foi possível graças ao empenho dos docentes, colegiado, técnicos-administrativos e da reitoria que estiveram presentes e não mediram esforços para organizar a parte pedagógica e administrativa, além de fortalecer parcerias no município e no estado. Esse esforço coletivo permitiu que o curso alcançasse esta excelente nota, reafirmando o compromisso da UFSB com a formação de qualidade e com o desenvolvimento regional.”
Para o pró-reitor de Gestão Acadêmica, professor Danilo Christiano Antunes Meira, o conceito 4 obtido pelo curso de Medicina da UFSB na avaliação de reconhecimento atesta a qualidade da formação que a UFSB oferece e o compromisso de toda a comunidade acadêmica com o território em que a universidade está inserida. “Esse resultado é fruto do trabalho coletivo de professores, técnicos-administrativos, gestores e parceiros da rede de saúde, a quem agradecemos pela dedicação à formação médica pública, gratuita e de excelência no Sul da Bahia. Agradecemos de maneira muito especial aos nossos estudantes, cujo compromisso com a saúde da comunidade foi decisivo. Eles são a maior prova de que estamos no caminho certo. Celebramos com orgulho e seguiremos aprimorando o curso, para que a UFSB continue formando profissionais competentes, humanos e comprometidos com o Sistema Único de Saúde e com a transformação social da nossa região.”
Diferenciais valorizados
A Medicina da UFSB tem diferenciais reconhecidos pelos avaliadores, conta a diretora do Centro de Formação em Ciências da Saúde (CFCS), professora Ana Paula Pessoa Oliveira. Ela explica que o principal destaque foi a integração do curso com a rede de saúde da região.
“A comissão reconheceu que nossos estudantes estão nos serviços do SUS desde o primeiro ano, nos três níveis de atenção. Isso é possível graças ao COAPES com Teixeira de Freitas, o convênio com a Sesab e com o CONSAÚDE e às parcerias com oito municípios do Extremo Sul. Os indicadores de integração com o SUS, atividades práticas e cenários hospitalares receberam conceito máximo.”
Ana Paula conta que os quesitos objetivos do curso, o perfil do egresso, o apoio ao discente e o número de vagas também receberam nota máxima, 5.
“No apoio ao discente, a comissão destacou o caráter pioneiro das ações afirmativas da UFSB. Também foram elogiados o uso de tecnologias no ensino, a experiência profissional dos docentes no SUS e o caráter multiprofissional do nosso quadro. Na infraestrutura, os gabinetes docentes, o CEAME e os comitês de ética em pesquisa com seres humanos e animais também tiveram conceito 5. A comissão registrou ainda que o curso avançou de forma clara em relação à avaliação de 2024.”
Para conquistar esse resultado, a professora Ana Paula afirma que a preparação começou logo após a avaliação de 2024, quando a UFSB assumiu o Protocolo de Compromisso com o MEC. O roteiro de trabalho foi baseado nas recomendações daquele relatório.
“O NDE reformulou o Projeto Pedagógico, que resultou no PPC 2025. Atualizamos as referências bibliográficas das unidades curriculares e padronizamos os Planos de Ensino e Aprendizagem, com foco em acessibilidade e metodologias ativas. Os temas transversais de educação ambiental, direitos humanos e relações étnico-raciais foram formalmente incorporados às ementas, e Libras passou a ser oferecida como componente optativo.”
Além desse esforço de longo prazo, a preparação para a visita in loco dos avaliadores incluiu reuniões com docentes, técnicos administrativos e estudantes para explicar como funciona a avaliação do INEP.
“Apresentamos o instrumento, as dimensões e os indicadores avaliados, a dinâmica da visita e as reuniões que a comissão faz com cada segmento. Nosso objetivo foi que toda a comunidade entendesse o processo e se sentisse segura para falar sobre o curso a partir da própria experiência. Também recompusemos o NDE e o colegiado do curso e organizamos toda a documentação comprobatória: convênios, titulação e produção docente, contratos da biblioteca e manuais dos laboratórios. Além disso, preparamos os cenários de prática para receber os avaliadores. Foi um trabalho coletivo, que envolveu docentes, técnicos, estudantes, a gestão do Centro e a Reitoria, além dos parceiros da rede municipal e regional de saúde.”
A vice-coordenadora do curso, professora Laila Cheibub Costa Rodrigues, fala da sensação de alegria pela nota do curso. Ela iniciou as atividades como docente do curso de Medicina em 2018 e lembra das dificuldades de então. Ela afirma que os desafios motivaram a equipe a direcionar as forças para melhorar o curso em todos os âmbitos. “Os professores que levaram todo o curso básico são grandes heróis! Acredito que nós, médicos, entramos com a missão de somar e direcionar o curso no sentido da prática médica. Juntos, derrubamos barreiras, mudamos a rota e, hoje, poder ver esse avião pronto e voando tão alto só nos enche de alegria. A nota 4 é reflexo do trabalho conjunto do corpo docente, técnico e dos nossos alunos, que seguem nos deixando orgulhosos nas residências e hospitais por aí afora: esse é o verdadeiro resultado de muito amor pela Medicina e pela Educação!”
Rumo à nota 5
Com o resultado obtido, a expectativa da diretora Ana Paula Pessoa Oliveira é consolidar o curso. Para ela, o conceito 4 mostra que o curso tem um projeto pedagógico sólido e uma inserção regional muito forte.
“Agora aguardamos a conclusão do processo de reconhecimento pelo MEC, com a publicação da portaria. Ao mesmo tempo, o relatório nos dá um diagnóstico claro do que precisamos fortalecer. Nossas prioridades são: ampliar a produção científica do corpo docente; qualificar o funcionamento do NDE e do Colegiado, com registro sistemático das ações; implantar uma autoavaliação própria do curso; concluir a curricularização da extensão; investir em recursos tecnológicos para os laboratórios de habilidades.”
Ana Paula diz que parte dessas ações já está em andamento, junto com a adequação do PPC às novas Diretrizes Curriculares Nacionais de Medicina. “Nosso compromisso é continuar formando médicos preparados para atuar no SUS e dispostos a permanecer no Extremo Sul da Bahia, que é a razão de ser deste curso. Agora, rumo ao 5.”











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