Entretenimento
Xirê no quarteirão Jorge Amado celebra a ancestralidade e a cultura afro-brasileira em Ilhéus
Nesta segunda-feira, dia 10 de agosto de 2026, às 10h, a cidade de Ilhéus receberá o Xirê no quarteirão Jorge Amado, uma celebração da cultura afro-brasileira que acontecerá em frente à Casa de Cultura Jorge Amado. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Cultura de Ilhéus, sob a gestão da secretária Anarleide Menezes, reafirmando o […]
Nesta segunda-feira, dia 10 de agosto de 2026, às 10h, a cidade de Ilhéus receberá o Xirê no quarteirão Jorge Amado, uma celebração da cultura afro-brasileira que acontecerá em frente à Casa de Cultura Jorge Amado. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Cultura de Ilhéus, sob a gestão da secretária Anarleide Menezes, reafirmando o compromisso com a valorização das manifestações culturais de matriz africana e do patrimônio imaterial do município.
Na tradição do Candomblé, o xirê é a roda sagrada de louvação aos Orixás, um momento em que música, dança, espiritualidade e ancestralidade se unem em uma profunda expressão de fé e identidade. A cerimônia inicia-se com a saudação a Exu e segue a sequência tradicional de chamados para cada Orixá, conduzida por cânticos e ao som dos toques dos atabaques que atravessam gerações, preservando saberes ancestrais.
O encontro será conduzido pelo Tateto Ballomi – Pai Toninho, do Ilê Axé Ballomi, cuja trajetória está profundamente ligada à preservação das tradições afro-brasileiras. Em sua vivência, o toque dos atabaques e os cânticos do xirê representam muito mais que uma manifestação religiosa: são instrumentos de resistência, Cultura, fortalecimento da identidade negra e preservação da memória do povo do Litoral Sul baiano.
Mais do que uma apresentação cultural, o Xirê na quarteirão Jorge Amado convida a comunidade a conhecer e respeitar uma das mais importantes tradições das religiões de matriz africana, promovendo o diálogo intercultural, o combate à intolerância religiosa e o reconhecimento da riqueza das heranças africanas que constituem a identidade de Ilhéus e da Bahia.
Aberto ao público, o evento promete transformar o quarteirão Jorge Amado em um espaço de celebração, encontro e valorização da ancestralidade, reunindo cultura, música, dança e espiritualidade em uma vivência coletiva marcada pelo respeito e pela diversidade.








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