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“Burgueses falidos” e interesses políticos: denúncias colocam o Mário Pessoa de Ilhéus no centro da polêmica

Ilhéus continua parecendo uma cidade da época dos coronéis, onde pouco muda quando o assunto é crescimento, desenvolvimento e avanço. Quando algo é criado ou construído por pessoas que não fazem parte de determinado grupo de “burgueses falidos”, começa a sofrer denúncias, boicote, perseguição e tentativas de desconstrução daquilo que vem dando certo.

Há cerca de seis anos, foi criado um time profissional chamado Barcelona de Ilhéus. No mesmo ano, o clube conseguiu o acesso à elite do futebol baiano, criando uma grande expectativa de que poderia se transformar na terceira força do futebol da Bahia.

De lá para cá, porém, o clube, sob a presidência de Weliton Nascimento, passou a enfrentar, grandes dificuldades para conseguir manter seus jogos dentro do Estádio Mário Pessoa.

Desde a criação do Barcelona de Ilhéus,  setores ligados aos chamados “burgueses falidos” teriam tentado dificultar ou até mesmo “melar” o projeto comandado por Weliton Nascimento.

Naquele período, a cidade tinha como prefeito Mário Alexandre, que, segundo a avaliação apresentada, demonstrava sensibilidade em relação à situação do clube e buscava soluções para que o Barcelona pudesse continuar mandando seus jogos no Estádio Mário Pessoa.

Uma das alternativas discutidas na época envolvia uma parceria com investimentos para a reforma e adequação do estádio, possibilitando a aprovação da praça esportiva para receber as partidas do clube.

O tempo passou. Mário Alexandre deixou a Prefeitura após dois mandatos e, a partir daí, começaram novos entraves envolvendo o Barcelona de Ilhéus.

As denúncias apontam que os chamados “burgueses falidos” passaram a articular novas estratégias para dificultar o crescimento do clube, não necessariamente com o aval direto do prefeito, mas com a participação de pessoas que fazem parte de sua base governista e que também seriam conselheiros de outras agremiações.

A situação teria chegado a um ponto ainda mais delicado diante da postura de parte da imprensa local, que, segundo as denúncias, demonstraria publicamente satisfação com as dificuldades enfrentadas pelo Barcelona de Ilhéus, chegando ao extremo de defender que o clube “se ferre”.

Uso da área externa do Mário Pessoa entra no centro da denúncia

Diante desse cenário, surge agora uma questão que precisa ser esclarecida e investigada: o Colo-Colo é um clube profissional e, portanto, quais são os direitos que possui sobre a área externa do Estádio Mário Pessoa?

A denúncia questiona especificamente a utilização da área externa do estádio para exploração comercial e publicidade.

Segundo as informações que precisam ser oficialmente apuradas, toda a verba obtida com publicidade instalada na área externa do Estádio Mário Pessoa seria direcionada para uma conta vinculada ao Colo-Colo.

A questão é: qual é a base legal ou administrativa que permite ao clube se apropriar dessa área para exploração comercial? Existe contrato? Termo de cessão? Convênio? Autorização do município? Quem fiscaliza esses recursos? Qual é a destinação oficial do dinheiro arrecadado?

São perguntas que precisam de respostas claras.

A denúncia também aponta que parte da imprensa que defende o Colo-Colo utilizaria a área externa do Estádio Mário Pessoa para realizar seus próprios comerciais por meio de placas de publicidade.

Enquanto isso, um clube que, segundo seus dirigentes, possui boa organização financeira e administrativa, como o Barcelona de Ilhéus, estaria enfrentando dificuldades e boicotes para exercer plenamente seu direito de disputar suas partidas dentro da própria cidade.

Não se trata apenas de uma disputa esportiva entre Barcelona e Colo-Colo. O que está sendo questionado é a existência de possíveis privilégios, interesses de grupos e utilização de espaços públicos para beneficiar determinados setores.

Se existem contratos e autorizações legais para a exploração da área externa do Estádio Mário Pessoa, que sejam apresentados publicamente. Se não existem, que os responsáveis sejam identificados e as providências sejam tomadas.

Diante dessas denúncias, o caso deverá ser investigado e levado ao conhecimento das autoridades competentes e da Justiça para que sejam adotadas as devidas providências.

O futebol de Ilhéus precisa crescer, e não ser utilizado como instrumento de disputa política, interesses particulares ou perseguição contra quem decidiu investir e acreditar no esporte profissional da cidade.

O Barcelona de Ilhéus nasceu com a proposta de representar uma nova força no futebol baiano. Se existem pessoas tentando impedir esse crescimento, é preciso que os fatos sejam esclarecidos, os documentos sejam apresentados e que a Justiça determine, se houver irregularidades, quem deve responder por elas.

A cidade precisa saber: quem realmente ganha e quem realmente perde com essa disputa pelo Estádio Mário Pessoa?

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