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O complô na política ilheense: quem entra e quem sai na disputa por mandato que expõe bastidores e suspeitas de articulação
Os bastidores da política em Ilhéus seguem em ebulição após a revelação de um suposto complô articulado por um grupo político com o objetivo de viabilizar a posse de um novo vereador na Câmara Municipal.
A controvérsia gira em torno de uma ação envolvendo a chamada cota de gênero — mecanismo previsto na legislação eleitoral que exige a participação mínima de mulheres nas chapas partidárias. Partidos adversários ingressaram com questionamentos alegando irregularidades no cumprimento dessa exigência, o que pode resultar na cassação de mandatos de vereadores eleitos.
Entre os nomes diretamente afetados está o vereador Nerival Reis, eleito pelo Partido Social Democrático (PSD). Inicialmente, havia a expectativa de perda de mandato sob a alegação de que o prazo para apresentação de defesa teria sido encerrado.
No entanto, uma apuração mais aprofundada revelou uma reviravolta: a juíza responsável pelo caso não teria notificado o presidente do partido para apresentar defesa em favor do parlamentar dentro do prazo legal. Diante disso, a defesa de Nerival Reis foi protocolada nesta segunda-feira, reabrindo o debate jurídico e político sobre o caso.
Enquanto isso, o clima político esquentou ainda mais no fim de semana, com adversários comemorando antecipadamente a possível posse de um novo edil. Nos bastidores, surgem denúncias de movimentações intensas, incluindo supostas ofertas de cargos e assessorias a lideranças partidárias “DESSES PARTIDOS” em troca de apoio à mudança na composição da Câmara.
Procurado pela reportagem, o presidente da Câmara, Cesar Porto, afirmou que, até o momento, a Casa Legislativa não foi oficialmente notificada sobre qualquer decisão que determine a posse de um novo vereador.
O caso segue em andamento e promete novos desdobramentos, evidenciando um cenário de tensão, articulações e disputas judiciais que colocam em xeque a estabilidade política do Legislativo ilheense.




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