Saúde
HRCC registra mais de 21 mil pacientes atendidos e reforça importância da classificação de risco
_Números registram dados de janeiro a setembro de 2026_
O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), unidade integrante da rede da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e gerida pela Fundação Fabamed, em Ilhéus, registrou 21.291 pacientes atendidos nos primeiros nove meses deste ano. Referência em atendimentos de média e alta complexidade para a região, o hospital mantém um fluxo assistencial organizado por meio do Protocolo Estadual de Classificação de Risco, que permite priorizar o atendimento conforme a gravidade clínica de cada paciente.
A classificação de risco é uma ferramenta fundamental para garantir segurança e agilidade na assistência. O protocolo utiliza cinco cores para identificar a prioridade de atendimento: vermelho, para casos de emergência com risco iminente de morte; laranja, para situações muito urgentes; amarelo, para casos urgentes; verde, para situações pouco urgentes; e azul, para demandas não urgentes. A definição da prioridade considera a avaliação clínica realizada por profissional capacitado, e não apenas a ordem de chegada à unidade.
Entre janeiro e setembro, os pacientes classificados com a cor verde somaram 10.670 registros, correspondendo a 50,12% dos acolhimentos. A classificação amarela contabilizou 8.649 ocorrências (40,62%), enquanto a azul totalizou 1.290 registros (6,06%). Já as classificações vermelha e laranja corresponderam a 609 (2,86%) e 73 casos (0,34%), respectivamente.
Os dados demonstram a diversidade do perfil assistencial recebido pelo HRCC e reforçam a importância da organização dos fluxos de atendimento em toda a rede pública de saúde. A integração entre hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) é essencial para ampliar o acesso, garantir a continuidade do cuidado e direcionar cada usuário ao serviço mais adequado à sua necessidade.
No HRCC, o processo começa com o acolhimento e a avaliação realizada por um enfermeiro capacitado, que analisa os sinais e sintomas e estabelece a prioridade assistencial. Após a classificação, o paciente é direcionado ao fluxo correspondente com o apoio de um painel eletrônico, que informa a chamada e orienta o encaminhamento para o atendimento médico. A prioridade pode ser reavaliada conforme a evolução do quadro clínico.
Para o diretor-geral do HRCC, Elmar Dourado, a classificação de risco é indispensável para garantir uma assistência segura, organizada e humanizada. “Essa organização é essencial para que possamos identificar rapidamente os pacientes que necessitam de atendimento prioritário, direcionando nossos recursos de acordo com a gravidade de cada situação. Ao mesmo tempo, fortalecer a integração entre os diferentes serviços da rede pública é fundamental para ampliar o acesso e garantir que cada pessoa receba o cuidado adequado, no tempo oportuno e no serviço mais indicado para a sua necessidade”, destacou.
O HRCC segue trabalhando para qualificar os processos assistenciais, fortalecer a segurança do paciente e oferecer um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado à população da região.










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